Minas On-line – 4ª Edição

Resumo por Dr. Lauro José Victor Avellan Neves

No estudo Impact on Abdominal Skin Perfusion following Abdominoplasty, os autores utilizam a termografia dinâmica com infravermelho (TDI) para avaliar a perfusão da pele em diferentes áreas do abdome e os impactos após a abdominoplastia. Este é um exame não invasivo, de baixo custo, e o seu uso na cirurgia plástica pode contribuir para a avaliação da perfusão de retalhos.

A abdominoplastia clássica é realizada com descolamento do retalho dermoadiposo abdominal acima da aponeurose da parede abdominal, formando um retalho randomizado que possui risco de necrose e alterações cicatriciais. Pelo fato de a abdominoplastia estar entre as cirurgias plásticas mais realizadas, o entendimento da circulação do abdome, bem como as alterações na perfusão causadas pelo descolamento operatório é de grande interesse para os cirurgiões plásticos.

Os autores chamam a atenção para os fenômenos fisiopatológicos dos retalhos randomizados considerando a denervação; os angiossomas; os “choke vessels”; as perfurantes para a parede abdominal; assim como, a rede vascular local pela restrição entre a rede da artéria epigástrica superior e inferior (clássico estudo de Taylor e Palmer de 1987).1 A TDI mapeia, por meio da analise da variação de temperatura, a perfusão do retalho abdominal após a operação.

Os resultados mostram que, a perfusão é um processo dinâmico e que a região infra umbilical apresenta redução da perfusão após a abdominoplastia, correspondendo à zona de maior risco para complicações. Esses achados corroboram com os achados de outras tecnologias utilizadas para o mesmo fim.

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Referências:

Taylor GI, Palmer JH. The vascular territories (angiosomes) of the body: Experimental study and clinical applications. Br J Plast Surg. 1987;40:113–141.

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